quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DOMINGOS PINTO BROCHADO: UMA ESTÓRIA DE SUPERAÇÃO

 PINTO BROCHADO É ADMIRADO EM UNAÍ
Dando sequencia ao jornalismo bicolor deste blog que se caracteriza pela militância verde e imprensa marrom, descobrimos, após meses de pesquisa, a cidade onde viveu a pessoa que pode ser considerada o patriarca, quase padroeiro, daqueles que sofrem de disfunção erétil. Seu nome é Domingos Pinto Brochado que  no século XIX fundou a cidade de  Unaí, localizada no oeste mineiro. Depois de passar por grandes dissabores na infância e adolescência, é hoje uma das pessoas mais reverenciada pelos habitantes do município, que em reconhecimento ao trabalho realizado em favor da  cidade deram seu nome a uma escola local.

Não se sabe por quê os pais relutam em colocar os filhos nesta escola, cuja camisa branca do uniforme traz escrito o seu nome, que, como é grande, foi abreviado para Escola Estadual D. Pinto Brochado. Talvez o problema seja  o fato de considerarem que a escola não é muito rígida no ensino, pois ninguém leva pau.

A vida de Pinto não foi fácil, teve que ter muita força espiritual para vencer o preconceito, tendo sido a primeira pessoa no mundo a ser estigmatizada desde a nascença devido aos problemas causados pelo seu nome. Na escola os colegas zombavam dele, faziam piadas, e ele, deprimido, só andava com a cabeça baixa, não a levantava de jeito nenhum, nem mesmo quando recebia incentivo das amiguinhas. Era conhecido na sala como Brochado, pois na turma havia outro Domingos. Quando a professora fazia a chamada e gritava Brochado ele corava, não sabia onde enfiar a cabeça. 

A chacota era recorrente em todos os lugares que ia, e isto o deixava deprimido e com traumas psicológicos, o que fez com que ficasse com o pinto brochado de fato. O nome e a situação passaram a ser uma coisa só, companheiros inseparáveis.

Mas Pinto Brochado foi crescendo e, dada a sua obstinação e força de vontade, venceu todas as barreiras, que não eram poucas, pois naquela época Brochado fazia parte de uma minoria, hoje não mais, se formou em contabilidade e se tornou um próspero comerciante e ativista comunitário.

Com trinta e cinco anos se casou com Maria Carmen, que conheceu na missa, pertencente a tradicional e rica família Bulhões do Rego, professora primária, prendada, católica fervorosa e, mais importante, assexuada, ou seja, casamento perfeito, pois juntou a ambição e disfunção erétil de Pinto Brochado com a fortuna e a assexualidade de Maria Carmen. Depois de casada passou a ser conhecida na escola que dava aula como Professora Bulhões do Rego Brochado.

A associação do município ao problema de brochura do seu fundador, feita jocosamente no decorrer dos tempos pela população regional, acabou, a longo prazo, se constituindo na maior fonte de renda e empregos da cidade, pois diversas clínicas do Brasil e exterior que tratam disfunção erétil, numa jogada de marketing, se instalaram na cidade, tendo sido construídos diversos SPAs para tratar o problema e criado um grupo de autoajuda denominado BA - Brochas Anônimos, no gênero, o primeiro no mundo. A atividade está se desenvolvendo tanto que o SEBRAE está analisando a possibilidade de criar no município o APL da Disfunção Erétil.

Devido a Pinto Brochado, Unaí é hoje uma cidade próspera cuja principal atividade é o turismo sexual, as pessoas vão lá para se tratar do problema. Em apenas dez anos foram construídos mais de quize hotéis e pousadas, restaurantes, o comércio se expandiu e a área de prestação de serviço igualmente cresceu. Tudo isso só foi possível graças à determinação, empreendedorismo e visão de Domingos, que mesmo de cabeça baixa enxergava o futuro.
SEU ANTÔNIO FELIZ  COM A NOVA NAMORADA
 APÓS SE TRATAR NUM SPA DE UNAÍ



                                                   

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